sábado, 4 de abril de 2026

sempre um de bem

taldo

E aí hein?

A Prefeitura de São Paulo divulgou a lista dos maiores devedores de impostos da cidade. Encabeçando o ranking está o Banco Itaú, que deve quase R$ 20 bilhões - e que teve lucro de R$ 46 bilhões no ano passado.

Os 20 maiores devedores de impostos na cidade de São Paulo:

1 - Grupo Itaú: R$ 19,9 bilhões
2 - Facebook: R$ 3,9 bilhões
3 - Unimed Paulistana: R$ 3,6 bilhões
4 - Banco do Brasil: R$ 2,9 bilhões
5 - Notre Dame Intermédica: R$ 2,4 bilhões
6 - Tim Celular: R$ 1,4 bilhão
7 - Omint Saúde e Seguros: R$ 1,3 bilhão
8 - Sabesp: R$ 1,2 bilhão
9 - Nokia: 936 milhões
10 - Caixa Econômica Federal: 922 milhões
11 - Jockey Clube de São Paulo: 859 milhões
12 - Grupo Tejofran: 819 milhões
13 - Enel: 819 milhões
14 - Ingram Micro: 783 milhões
15 - Unimed Nacional: R$ 761 milhões
16 - UOL: R$ 715 milhões
17 - SAP Brasil: R$ 632 milhões
18 - Banco Volkswagen: R$ 616 milhões
19 - Unimed do Estado de São Paulo: R$ 601 milhões
20 - Peeqflex Serviços: R$ 568 milhões
Curioso, né… se fosse o Xandão , o barulho seria grande. Quando é com outros, o silêncio aparece. Coincidência ou padrão? 🤔

Tarcínico

Tarcísio vendeu empresas do estado de SP e ainda pedirá empréstimo bilionário. Onde foi parar o dinheiro da SABESP, da EMAE, das concessões da CPTM, do Metrô? Que CEO é esse que vende tudo que a empresa possui e ainda pede empréstimo? Eu chamo isso de fracasso empresarial.

Todo estranho é pouco

*Editorial do Estadão*

*Outro herói sem nenhum caráter*

*_Trajetória de Sergio Moro, de paladino da luta anticorrupção a sabujo do clã Bolsonaro, mostra que é preciso tomar cuidado quando se elegem ‘heróis’ para ‘salvar’ o Brasil_*

Macunaíma, o herói sem nenhum caráter, ganhou um rival à altura: Sergio Moro. A trajetória desse senador da República, de paladino da luta anticorrupção a sabujo da família Bolsonaro, mostra que é preciso tomar muito cuidado quando se elegem “heróis” para “salvar” o Brasil. Assim como a célebre criação de Mário de Andrade, Moro se converteu em tantos personagens diferentes que é difícil dizer quem ele realmente é.

Primeiro, abandonou o governo de Jair Bolsonaro, em abril de 2020, acusando o então presidente de interferir na Polícia Federal para proteger sua família, encalacrada em casos de rachadinhas e quejandos. Por essa razão, o outrora justiceiro do Brasil, adorado pelos bolsonaristas, foi chamado de “traíra”, “judas” e “mentiroso” por esses mesmos bolsonaristas e de “idiota” pelo próprio Bolsonaro. Moro, que se apresentou como candidato à Presidência em 2022, contra-atacou, dizendo que “quem manda no presidente Bolsonaro é Valdemar Costa Neto”, em referência ao notório chefão do PL, que cumpriu pena por corrupção.

Tudo mudou em outubro de 2022, quando Moro, já eleito senador, declarou apoio a Bolsonaro no segundo turno contra o petista Lula. Depois, Moro defendeu Bolsonaro quando este foi condenado por tentativa de golpe. E, agora, a transformação final: Moro filiou-se ao PL do chefão Valdemar Costa Neto e, como candidato ao governo do Paraná, dará palanque a Flávio Bolsonaro na campanha presidencial – o mesmo Flávio das suspeitas de rachadinha lá no começo dessa história. Como diria Macunaíma, “ai, que preguiça!”.

O País já se acostumou com movimentos políticos por vezes desconcertantes. Basta lembrar que Lula e Geraldo Alckmin, outrora adversários figadais, compuseram a chapa vencedora da eleição presidencial de 2022. O que singulariza o caso de Moro, porém, é o fosso abissal entre o discurso que projetou o ex-todo-poderoso juiz da Lava Jato na vida pública e suas atitudes.

A persona política de Moro foi construída com base na negação do sistema político, tido por ele e seus aliados como essencialmente corrupto. Primeiro como ministro de Estado, depois como senador, Moro chegou a Brasília como a encarnação de uma cruzada moral contra a corrupção. Mas a sustentação desse papel exigia dele pureza de propósito, coerência partidária e distanciamento inequívoco de práticas e pessoas sob suspeição, tudo o que o senador mostrou não ter. Ou bem se está entre os defensores da moralidade pública e do combate à corrupção ou se cerra fileiras com o clã Bolsonaro e Costa Neto.

O Moro “herói” da Lava Jato não resistiu ao teste do tempo e do caráter. Essa figura, a rigor, começou a ruir quando ele não resistiu ao canto da sereia e aceitou convite para entrar no governo de Jair Bolsonaro, dando ares de verdade à acusação de que sua atuação na Lava Jato teve algum viés político. Não se recupera uma imagem depois disso.

Moro pode ser amador politicamente, mas não é um beócio. O senador sabe quem são seus novos correligionários. Sabe, também, o que disse sobre eles no passado recente. Portanto, o que mudou não foram os fatos, mas a conveniência política de todos os envolvidos nessa articulação.

Nunca houve espaço para ingenuidade nesta página. Sabe-se que a política não é terreno para os puristas. Mas não é disso que se trata. Há uma diferença gritante entre reconhecer a complexidade do jogo democrático e trair os próprios princípios. Moro não se projetou nem foi assimilado como apenas mais um político. Foi alçado à condição de símbolo justamente por prometer subverter a lógica do cálculo eleitoral imediato em prol de ambiente político mais racional e republicano. Em Brasília, tornou-se o oposto disso.

Caberá aos eleitores do Paraná decidirem se isso é tolerável. Para este jornal, muito mais relevante do que o futuro do senador é a lição mais ampla desse episódio. O Brasil já viu, mais de uma vez, figuras públicas serem alçadas à condição de “salvadores da Pátria” para, tempos depois, mostrarem suas verdadeiras identidades e intenções. A repetição desse ciclo não é acidental. É decorrência da disposição de parte da sociedade de hostilizar a política e votar em candidatos a messias.

https://www.estadao.com.br/opiniao/outro-heroi-sem-nenhum-carater/?srsltid=AfmBOopowDVXHJATuy_Y0EBrw_V74kPzektMAgR1Z2Q2Jfj_g6O0YoYj

tava bom