A farra das emendas virou tragédia anunciada.
São Luiz do Anauá (RR), com pouco mais de 7 mil habitantes, recebeu R$ 126 milhões em emendas, cerca de R$ 17 mil por pessoa, o maior valor per capita do país.
Mesmo assim, decretou calamidade financeira: salários atrasados, obras superfaturadas ou inacabadas e quase R$ 100 milhões repassados via emendas Pix, sem exigência de projeto ou fiscalização.
Cadê Hugo Motta, presidente da Comissão de Orçamento, que comanda a distribuição bilionária de recursos?
Por que se cala?
Por que permite que emendas parlamentares virem moeda de troca, sem transparência, sem controle e sem resultados reais para a população?
A verdade é que as emendas viraram um orçamento paralelo, antidemocrático, fora do alcance do povo e da fiscalização séria. Municípios pequenos são usados como laboratório de desvios, e depois abandonados à própria sorte.
Isso não é política pública. É projeto de poder. É saque institucionalizado.
E enquanto a população sofre com caos fiscal, falta de serviços e abandono, os responsáveis seguem blindados por alianças e acordos.
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