quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Thomas de Toledo na forquilha

 

BOLSONARISTAS TÊM BANDIDOS DE ESTIMAÇÃO
Quem nunca ouviu um seguidor da ideologia bolsonarista dizer que bandido bom é bandido morto? Pois bem... Nem todos os bandidos. Afinal, tem alguns que são de estimação...
Vamos lembrar uma coisa: opressuposto básico da ideologia bolsonarista é que, se o bandido for de extrema direita, ele é bom. Portanto, pode fazer o que for que não tem problema. Só que isso se chama fanatismo ideológico, combinado com crítica seletiva.
Bolsonaristas dizem odiar a corrupção, o crime organizado e a bandidagem, mas só quando o acusado não é seguidor da ideologia cega deles. Quando é “dos seus”, tudo vira desculpa, relativização ou silêncio cúmplice. Mesmo quando se comprova que houve um crime cometido por um político ou empresário bolsonarista, eles já têm a resposta pronta: estão perseguindo o pobre coitado.
Rachadinhas. Funcionários fantasmas. Chocolate usado para lavar dinheiro público desviado. Mansão comprada com dinheiro vivo.
Ligação com o escritório do crime. Nada disso importa porque quem fez tudo isso tem o sobrenome Bolsonaro.
39 kg de cocaína em avião da comitiva presidencial. Gabinete do ódio, produção de notícias falsas. 750 mil mortos na pandemia. Charlatanismo com cloroquina e remédio de piolho. Carteira de vacinação falsificada. Sigilo de 100 anos. Abin paralela. Ora, o que importa?
Aí vem a crentelhada criminosa que pegava propina em ouro. Colocava dinheiro em bíblia. Transportava centenas de quilos de maconha no avião da igreja. Como assim? São homens de “deus”, defensores da família, da moral e dos bons costumes.
Engraçado é que não há a menor coerência no discurso de dissonância cognitiva deles. No poder, Bolsonaro ameaçava dar golpe de Estado. Os bois que cantavam hino para pneu na porta de quartel, com camisa da CBF e bíblia na mão, pediam golpe. Imploravam por, intervenção militar e volta da ditadura. Quando tentam dar o golpe e fracassam, passaram a dizer que não queriam, que tudo foi um mal entendido.
Diziam que a quebradeira que fizeram para tentar o golpe era um simples protesto de velhinhas com bíblia na mão. Pois é. Aquela senhora que defecou no Palácio do Planalto era traficante de drogas e já tinha sido condenada. Mas isso não importa. Tirar o petê era mais importante.
Mas não vamos nos iludir. O terrorismo está no DNA da ideologia bolsonarista. Bolsonaro quase realizou um atentado terrorista quando era militar, o que motivou, inclusive, sua quase expulsão do Exército. Enquanto os bois ficavam brincando de muro das lamentações na porta de quartel, alguns dos que estavam no acampamento tentaram explodir aviões em Brasília. Depois vieram os incêndios de ônibus e teve até o homem-bomba vestido de coringa no STF. Sempre a mesma lógica: se é da extrema direita, pode praticar até terrorismo que é aceito.
O fanatismo deles é típico de quem é patriota de país estrangeiro. Idolatram Trump mesmo ele sendo acusado de crimes gravíssimos, inclusive pedofilia. O irônico nisso tudo é que os que fugiram para a Argentina ou para os Estados Unidos achando que seriam considerados presos políticos foram todos deportados como imigrantes ilegais.
Mas nada se compara à idolatria que a ideologia bolsonarista faz a Israel. Esse país sionista, inventado para ser uma extensão colonial no Oriente Médio, não tem absolutamente nada a ver com a bíblia. Aliás, a população judaica sequer reconhece Jesus como messias. Mas eles acham que Israel pode cometer genocídio, massacrar crianças e destruir todas as cidades palestinas porque sim, e ponto final. No fundo, eles adoram a violência e como Israel faz isso com crueldade saciam a sede de sangue que não fizeram por aqui.
Só que convenhamos. Essa idolatria por Israel e pelos Estados Unidos apenas mostra que de patriota eles não têm nada. Resumem-se a aduladores com complexo de vira-lata, que adoram se prostrar como capachos.
Por isso, a ideologia bolsonarista não é conservadora, não é patriota e não é moral. Trata-se apenas de um movimento degenerado, golpista, ditatorial e antipatriota.
Mas eles sempre dizem que o Lula é que é o ladrão. Ora, ladrão de quê? De um apartamento no Guarujá que nunca foi dele? De um sítio em Atibaia que sempre pertenceu a um amigo? Eles repetem, repetem e repetem que o Lula é ladrão sem que precisem provar nada. Afinal, como Lula não é de extrema direita, ele é quem deve ser chamado de ladrão, não os bolsonaristas, mesmo quando presos e condenados.
Por último, vale sempre lembrar: para os seguidores da ideologia bolsonarista, bandido bom é bandido morto só quando ele não é de extrema direita. Quem segue a ideologia e paga o pedágio da demonstração de fidelidade aos Bolsonaros pode roubar, matar, cagar e até se explodir. Afinal, tudo isso é apenas para “não deixar o Lula roubar”, sabe-se lá o quê, porque isso não importa. O que importa é a ideologia.

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