sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Enfim uma notícia boa vinda de Curitiba

28/10/2011 | DESENTENDIMENTO

Dupla Zezé di Camargo e Luciano anuncia separação

A dupla Zezé di Camargo e Luciano anunciou separação na noite de ontem, 27, no show em Curitiba. Zezé, que subiu ao palco sozinho, anunciou que "passou por um grande problema na sua vida, mas ainda não desistiu". Zezé declara ainda que o desentendimento não atrapalharia o show: "As razões que fazem com que o Luciano não esteja aqui não vêm ao caso. Vamos nos divertir e cantar". Os irmãos explicaram que os shows continuarão até março do ano que vem.

Luciano, que também subiu ao palco, declarou: "No ano que vem, meu irmão vai continuar a carreira sozinho e vocês vão ser, com certeza, a segunda voz que ele sempre mereceu e que merece pelo resto da vida. Valeu de coração e obrigado.

Minutos depois, o encerramento súbito da carreira de 20 anos, foi desmentido pela assessoria de imprensa pelo Twitter: "A história de Zezé Di Camargo e Luciano não acabou. Os dois, como todos irmãos, tem seus desentendimentos. A dupla continua! Equipe ZCL".

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Tá no site do Guiness

Brazilian football team Coritiba celebrate 102nd birthday with world record for most wins

 
Brazilian soccer side, Coritiba Foot Ball Club really is 'o mais vitorioso do mundo' (the most victorious team in the world) after Guinness World Records officially recognized the record for the most consecutive victories in all competitions at the team's 102nd anniversary dinner earlier this month.
While the Guinness World Records archives are home to many football records, they usually regard one competition, the World Cup or the Premier League for example.
Very rarely are Guinness World Records able to officiate a genuine worldwide football record due to the immense difficulty in researching all the world's leagues and clubs.
CoritibaShirt.jpg
This record was not without its challenges.  Coritiba Foot Ball Club won 24 consecutive matches between 3 February and 5 May this year in the Paranaense State Championships and the Brazilian Cup, competitions which they were crowned champions and vice-champions respectively.
Coritiba Cake.jpg
On 1 June Coritiba made their official application but it wasn't until 8 September that Guinness World Records was sure that they were indeed the record holders.
Although it seemed Nacional of Uruguay had won 32 victories between 1940 to 1942, it was only in the league and meanwhile they had been defeated in domestic cup competitions.
More recently Al-Faysali of Jordan managed 28 consecutive victories but if you check the record books closely you will notice they drew a game in a regional cup competition that they later withdrew from.
CoritibaRalph.jpg
So, on 17 October, Guinness World Records representative for Latin America Ralph Hannah visited Curitiba, Brazil to present the certificate, confirming this unprecedented winning streak.
CoritibaShirt1.jpg
The certificate was accepted by the club's Vice-President, Vilson Ribeiro de Andrade, and cheered by over 1,000 supporters who attended the anniversary celebrations.
The previous day Coritiba wore their new third shirt bearing the Guinness World Records logo on the back and the dates of the 24 victories on the front.

Um outro Abril Pró Rock

Charada Decifrada Ontem

26/10/2011 - 12h36

Foo Fighters confirma show no Lollapalooza Brasil

http://mtv.uol.com.br/musica/foo-fighters-coloca-show-no-brasil-na-agenda-do-facebook

Enjoy a apresentação em Wembley08

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A Primavera Árabe



Tom Capri, Sempre ele. Contundente e esclarecedor. Eita CoxaBranca Porreta esse jornalista:



A verdade
sobre Kadafi


Dedicado a todo o mundo árabe e muçulmano, o último dos moicanos.

Por Tom Capri

Não há mistério na morte de Kadafi. É mais uma vitória contundente do capital, que tem sabido tirar proveito muito bem da “Primavera Árabe” para consolidar e ampliar suas posições no cobiçado mundo árabe-muçulmano e também no persa-muçulmano (Irã), principalmente em países ricos em petróleo. Em outras palavras, o capital tem se aproveitado da “Primavera Árabe” para levar o que os ingênuos acreditam ser a democracia àqueles países (e que na verdade não passa de demoniocracia). Tudo se resume ao seguinte. Essas novas gerações de classe média naqueles países, incluindo jovens sedentos por consumo (os que na verdade fomentaram e lideraram a “Primavera Árabe”), também tiveram acesso à Internet e às redes sociais, enfim, ao mundo virtual. E, por esse caminho, acabaram desvendando finalmente as delícias do paraíso consumista ocidental. Já dotadas de poder aquisitivo para adquirir aqueles bens (graças às ditaduras em seus países), essas gerações quiseram, então, experimentar da mesma fruta (quem resiste?). Foi quando perceberam que estavam impedidas, que o acesso ao paraíso consumista ocidental era apenas privilégio de algumas minorias. Que ditaduras como a de Kadafi, de forte cunho nacionalista, vinham dificultando a entrada desses produtos e também a instalação de multinacionais (principalmente, para a exploração de petróleo). Daí a revolta dessa gente, no que veio a se chamar de “Primavera Árabe”.

Kadafi nunca foi flor que se cheire, era incômoda pedra no sapato tanto do capital quanto do “socialismo real”. Chegou a aliar-se a Bush Filho. Na verdade, mantinha um pé na canoa do capitalismo e outro na do “socialismo real”, e levava a Líbia à sua moda, sanguinariamente. Em 1969, dez anos depois de a Líbia ter descoberto petróleo (vivia em total miséria até então), Kadafi liderou golpe de estado que acabou com a monarquia líbia e afastou as grandes companhias (todas estrangeiras) do controle do petróleo do país. A guerra estava armada.

Com isso, aumentou a arrecadação e mudou a Líbia. Reduziu consideravelmente o analfabetismo, elevou de forma significativa o PIB e a renda per capita nacional, até criar essa classe média que recentemente se voltou contra ele. Assim, abriu guerra ao capital, que viria a matá-lo pelas mãos da “Primavera Árabe”.

Isto é, as novas gerações árabe-muçulmanas também estavam impedidas, na Líbia, de ter acesso fácil até aos bens de consumo mais corriqueiros. No caso da mulher, estavam impedidas, ainda, de desfrutar da tão decantada, mas aparente e falsa, liberdade que goza hoje a mulher ocidental. Foi por aí que essas novas gerações árabe-muçulmanas se mobilizaram e se rebelaram, justamente para acabar com as ditaduras que inibiam o seu poder de consumo.

Portanto, nada mais previsível e anunciado do que a morte de Kadafi. E não há outro caminho possível para o mundo árabe-muçulmano, apesar de toda a sua resistência. É rara a instituição que não esteja hoje voltada para a consolidação das forças do capital no Planeta, do Estado à política, à polícia, à família e à religião, entre todas as outras. Só está faltando o mundo árabe-muçulmano sucumbir.

E não é ruim que sucumba à democracia, digo, à demoniocracia (a democracia é o governo do capital, pelo capital e para o capital, não sabia?). Atenção, eu disse: não é ruim que sucumba à demoniocracia. A maior parte do mundo árabe e persa (Irã) vive no atraso, com direito a apedrejamento de mulheres etc. Há que chacoalhar o que temos por lá. Só a demoniocracia (o capitalismo), com a correlação de forças que temos hoje, é capaz de revigorar aqueles países, ensejando um mínimo de avanço, para um possível futuro mais promissor (será?).

O mais curioso de tudo é que, até bem pouco tempo atrás, o capital se valia das ditaduras, que tanto apoiava, para consolidar suas posições. Mas logo descobriu, com Kadafi e similares, que as ditaduras não retribuem à altura, quando guindadas ao poder. Que não são generosas com o capital como se imaginava. Que tomam gosto pela coisa, têm essa mania de enveredar por um nacionalismo exacerbado e “impertinente” (criam reservas de mercado etc.) e até acabam chutando que as pôs lá.

Isto aconteceu até mesmo com a Ditadura Militar no Brasil. O capital não queria mais aqueles milicos nacionalistas e chatos com suas reservas de mercado e inventou, então, a “abertura política”, que veio a nos brindar com a “abertura econômica”.

Exemplos clássicos de ditaduras assim, que tanto desagradaram depois ao capital, são as de Sadam Hussein e Muamar Kadafi. Para acabar com Sadam, gastaram trilhões, que é o quanto custou a invasão ao Iraque e a guerra por lá, até hoje. Já para matar Kadafi, o custo foi quase zero, pois a “Primavera Árabe” --- como os militares no Brasil de 64 --- deram plena conta do recado. Deve ter ficado muuuuuito mais barato que a operação que matou Bin Laden.

E mais vem por aí. O capital não vai desperdiçar essa chance de ouro de tomar conta do mundo persa-muçulmano e árabe-muçulmano, agora que conta com a “Primavera Árabe” para fazer tudo quase que de graça, bastando a Otan mandar meia dúzia de soldados e tanques para ficar de olho e não deixar a peteca cair. Resta saber se vai conseguir e se esses países não cairão em novas ditaduras, piores ainda para o capital/demoniocracia. Abraço a todos.