sexta-feira, 8 de março de 2013
quinta-feira, 7 de março de 2013
Xico Sá!!!!
Homem que é homem ajoelha e pede perdão
07/03/13 - 17:31
POR XICOSA
POR XICOSA
Homem que é homem ajoelha e pede perdão às mulheres.Assim me ajoelhei, na noite de ontem, com um bando de marmanjos, no sagrado solo do bar do Zé Batidão, Jardim Guarujá, ZS paulistana.
O perdão particular, o perdão coletivo e histórico.
Foi bonita a festa, pá, meu caro Sérgio Vaz, fiquei contente.
Quando você se ajoelha por uma grande causa –e a mulher é a minha devoção única- o atrito do joelho no milho moral da existência é muito maior do que você imagina.
Arrepio de novo agora enquanto cato milho nesta minha velha Olivetti Lettera 22.
Descer sobre o milho de atos, pecados, violências e omissões. Nem o maior milharal de trabalho escravo das beiradas do Mississipi seria suficiente para aplacar a nossa ficha corrida, tremenda capivara.
O gesto, porém, é bonito. Quando você encosta a velha dobradiça no cimento, o coração pipoca além do simbólico, muito além da sístole e diástole.
Depois de um sarau da Cooperifa, 12 anos de poesia e combate, o poeta Sérgio Vaz anuncia o “Ajoelhaço”, evento que acontece sempre na semana da Mulher.
Silêncio!
Vaz puxa em coro em feitio de oração.
O grave da voz do faroeste balança o teto.
De joelhos, na frente das meninas, pedimos perdão pelo conjunto da obra, pelos maus tratos, pelos maus jeitos, pela quebradeira, pela arrogância, pela macheza, pelo ouvido desatento, por não notar que o casamento está uma farsa, enfim, pela coleção das merdas completas.
É bonito, amigos. Num tem apenas mané simbólico na parada. Se você se arrepia –e isso vale para tudo-, não tem conversa, não tem tese nem antítese, nem agá antropológico. O arrepio é à prova de rótulos e jornalistices apressadas.
O “Ajoelhaço” é uma experiência que deveria fazer parte do currículo da escola dos machos. A velha rótula lanhada -pelo rolimã, as quedas de bicicletas, os carrinhos do futebol e outras malasartes apenas físicas- sentirá o baque da dor que deveras carrega na carcaça.
Foi bonita a festa, pá, viejo Vaz. Zé Batidão, vá desculpando aí qualquer coisa. E quem quiser ver a macharada no milho dos mil perdões, às 19h30, do próximo domingo, mostro como foi em crônica para o “Tv Folha na Cultura”.
O mais interessante, creio yo, foi perguntar às belas, na lata, se sentiram firmeza no perdão masculino. Foi bonito.
E você, mulher, já perdoou muito nessa vida ou ainda tem um pote até aqui de mágoas?
quarta-feira, 6 de março de 2013
Um Leminski por dia
Por um lindésimo de segundo (Paulo Leminski)
tudo em mim
anda a mil
tudo assim
tudo por um fio
tudo feito
tudo estivesse no cio
tudo pisando
macio
tudo psiu
tudo em minha
volta
anda às tontas
como se as
coisas
fossem todas
afinal de
contas
[do livro Distraídos Venceremos]
terça-feira, 5 de março de 2013
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