E a cada dia ficamos mais orfãos
Nessa entrevista ele conta como fez a brilhante Riders on the storm
segunda-feira, 20 de maio de 2013
EXIT
Uma das melhores músicas do U2 na minha opinião. Rara gravação. Show em Paris, 4 de julho de 1987.
E eu já amava essa banda!
domingo, 19 de maio de 2013
Ele é diferente
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O Caderno 2 do Estadão nos brindou com hoje com uma belíssima
entrevista do genial Sebastião Salgado.
Sugiro a leitura completa.
Mas eis o que me arrepiou:
“Sim, eu parei de fotografar um momento. Quando estava
fazendo Êxodos, sofri uma carga psicológica brutal. Em Ruanda, principalmente,
vi coisas terríveis. A força de se trabalhar em um universo difícil, violento,
é enorme. Eu presenciei 15, 20 mil mortos por dia, a tal ponto de não se poder
enterrar as pessoas. Os corpos se acumulavam em montes, em linhas de 100 metros
de mortos. Aí vinha a máquina e levantava 30, 40 corpos e os jogava em um
buraco. Era uma coisa brutal. Vi populações em total desespero. Quando terminei
esse trabalho, meu corpo inteiro estava doente. Eu não conseguia mais dormir,
não fazia mais a digestão. Fui ver o médico e fiz exames. Ele me disse:
"Você não tem nada, mas está morrendo". Eu tinha vivido um universo
de degradação tão profundo que meu corpo não se dava mais o direito de viver.”
“Fazendo esse projeto, voltei a viver como vivíamos há
cinco mil anos, em uma barraca, caminhando… Fiz caminhadas incríveis, como no
norte da Etiópia, por exemplo. Foram 55 dias caminhando, fazendo 850
quilômetros a pé, pelas montanhas, porque não tem estrada. A Lélia veio a 350
quilômetros do fim e fomos embora. Qualquer um pode fazer. Não é um
desconforto. É maravilhoso.”
“Na verdade, entendi que o que nos contaram a vida
inteira, que éramos a única espécie racional, é uma enorme pretensão da nossa
espécie. Todas são racionais. Mas é preciso entrar na sua lógica para
compreender a racionalidade de cada espécie.”
sábado, 18 de maio de 2013
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