quinta-feira, 5 de setembro de 2013
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Memória
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Lembro-me bem quando o Gudryan Fernandes me apresentou
esse autor e os livros. Devorei. Não sei se o tempo cinza e friorento
típico de Curitiba hoje em São Paulo, ou a nostalgia por estar indo visitar
Curitiba no próximo final de semana...sei que a Beatriz Saraiva nos brindou com
a lembrança e eis que me veio novamente
tantas recordações e esse texto ajudou:
"Eu era um sujeito então perseguido pelas nostalgias. Sempre tinha
sido, e não sabia como me livrar da saudade para viver tranquilamente. Ainda
não aprendi. E desconfio que nunca vou aprender. Mas pelo menos já sei uma
coisa valiosa: é impossível se livrar da memória. Você não pode se livrar
daquilo que amou.
Isso tudo vai estar sempre com a gente. Sempre vamos desejar recuperar
o lado bom da vida e esquecer e desnutrir a memória do lado mau. Apagar as
perversidades que cometemos, desfazer as lembranças das pessoas que nos
magoaram, eliminar as tristezas e as épocas de infelicidade.
É totalmente humano, então, ser um nostálgico, e a única solução é
aprender a conviver com a saudade. Talvez, para a nossa sorte, a saudade possa
se transformar, de uma coisa depressiva e triste, numa pequena faísca que nos
impulsione para o novo, para nos entregar a outro amor, a outra cidade, a outro
tempo, que talvez seja melhor ou pior, não importa, mas será diferente. E isso
é o que todos procuramos todo dia: não desperdiçar a vida na solidão, encontrar
alguém, entregar-nos um pouco, evitar a rotina, desfrutar a nossa parte da
festa.” (Pedro Juan Gutiérrez - "Trilogia Suja de Havana")
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