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Não tem chororô nem meias verdades. O Coritiba é o
favorito e tem a obrigação de vencer o clássico deste domingo. Joga em casa,
tem um time mais azeitado (apesar de ser fraco o elenco), sem falar que o adversário
deve vir com um time Sub23.
Como o Tetra é obrigação. Esses dois últimos clássicos
do turno tem que ser pra valer. Jogar o que sabe. E aí se impõe e ganha. Agora
se jogar o que vem jogando, se se acovardar ante a primeira dificuldade, não
vence o Londrina no Café. Amanhã, no Couto Pereira, qualquer outro resultado
senão a vitória coritibana será uma zebra.
Sobre as deliciosas discussões betequis envolvendo um
clássico, brindo-os com mais um texto genial de Augusto Mafuz.
Abraço
apertado
Por
engano, o gabinete da presidência do Coritiba me telefonou. Aproveitei e mandei
um recado: abraço ao presidente Vilson Ribeiro de Andrade, cercado por uma
triste surpresa no Atletiba. Mas aí, perguntei-me: há surpresa em resultado de
Atletiba?
A
paixão por um time cria, às vezes, inusitada esperança, tendo como origem,
também, velhos princípios ditados pela arquibancada. Há um que usamos como
escape para eventual inferioridade. É quando se trata de um jogo clássico, cuja
história, podendo ser contada em lenda, afasta o elemento lógico a sugestão de
favoritismo que decorre da superioridade técnica.
Pergunto:
quem de nós não defendeu a paixão com o amparo do principio “clássico é
clássico”. Esse principio tem quase tudo de sentimento, reduzindo-se ao mínimo
a razão. Em clássicos da natureza do Atletiba, raras vezes o melhor time
perdeu. No máximo, apenas, deixou de ganhar, fazendo o empate no seu fundo
moral soar como um fracasso. O melhor time só perde ou deixa de ganhar se jogar
mal ou, então, por um fato imprevisível.
Dirão
que há um elemento objetivo nesse principio “clássico é clássico”: a entrega
física e emocional ao jogo, capaz de levar um time inferior além do equilíbrio.
No entanto, há um principio superior a esse ou a todos os outros: um time pode
correr, marcar, suar e ir à exaustão. Mas chega um momento que precisa ter
qualidade para ganhar.
Saio
da tese e vou para a prática: as diferenças entre Coritiba e Atlético para esse
Atletiba está mais em fatores tradicionais do que de técnica e individual. O
Coritiba é favorito porque joga no Couto, com a sua torcida. Embora tenha
jogadores mais experientes, não está jogando ao ponto de criar uma franquia de
favoritismo escancarado.
A
única diferença pode ser Alex. Desde que ele resolva estrear.
Efabulativo
E
o maledeto JMalucelli hein...não serve pra nada mesmo a não ser para nos
atrapalhar. Ajudar, nunca! Ô dissidência mardita...

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