quarta-feira, 28 de maio de 2014

Bela Matéria! Isso explica o fracasso do meu amado CFC

Prateleira cheia

Mesmo amargando a vice-lanterna do Campeonato Brasileiro, com apenas quatro pontos ganhos e nenhuma vitória conquistada, a equipe do Coritiba se dá ao luxo de manter uma quantidade significativa de jogadores “inativos” no elenco. Ao todo, são 51 atletas do grupo profissional que engordam a folha salarial a cada mês, mas que em nada contribuem com o time em campo.
Os motivos para o excesso de jogadores deixados em segundo plano são os mais variados possíveis: lesões, como a do lateral Jackson que não atua desde 15/04/2012, joias da categoria de base que não aproveitaram as oportunidades, caso dos meias Denner, Thiago Primão e Zé Rafael, promessas mal lapidadas e pouco utilizadas, como o meia Luizinho e o atacante Raphael Lucas, contratações questionadas, a exemplo da vinda de Diogo Sodré, meio-campista que se destacou no inexpressivo futebol do Catar, e um número interminável de jogadores emprestados, que não corresponderam na equipe paranaense.
Foto: Divulgação/Coritiba - Jackson e Sergio Manoel habitam o estaleiro coxa há um bom tempo.
Foto: Divulgação/Coritiba – Jackson e Sergio Manoel habitam o estaleiro do Coxa há um bom tempo.
Panorama
Onze jogadores que figuram na página oficial do clube na internet ainda não entraram em campo na temporada de 2014: os goleiros Rafael Martins, Tadeu, Samuel e Vaná, os laterais Reginaldo e Abner, os volantes Wanderson, Sergio Manoel e Misael, além dos meias Luizinho e Diogo Sodré.
Outros sete atletas, que também aparecem no site, disputaram menos de seis partidas até aqui. O detalhe é que alguns deles jogaram as cinco primeiras partidas do ano pelo Campeonato Paranaense, no qual o clube optou por mandar a campo uma equipe repleta de jovens jogadores. Ou seja, depois da chance que tiveram no estadual, pouco foram aproveitados na sequência. São eles: o goleiro William Menezes, os defensores Walisson e Bonfim, os laterais Diogo e Paulo Otávio, o meio campista Denner e o atacante Anderson Costa.
O alviverde paranaense ainda conta com uma lista de jogadores que sequer aparecem na aba de elenco do site oficial, treinam separadamente no centro de treinamento e ainda não encontraram destino para serem emprestados: o beque Igor Célio, os laterais Filipe Ramon, Timbó, Ivan, Rhuan, Raul Iberbia e Jackson, os volantes Djair, Ícaro, Marcos Paulo, os meias Calyson e Thiago Primão e os atacantes Alex Santos, Jonatha Fumaça, Raphael Lucas e Anderson Aquino.
Foto: Felipe Oliveira/ECBahia - 60% do salário de Lincoln, emprestado ao Bahia nesta temporada, é arcado pelo Coritiba.
Foto: Felipe Oliveira/ECBahia – 60% do salário de Lincoln, emprestado ao Bahia nesta temporada, é arcado pelo Coritiba.
Completando a relação de atletas alheios do elenco coxa branca, aparecem os jogadores emprestados e/ou que possuem algum tipo de vínculo com o clube (em alguns casos, o clube paga parte do salário): os goleiros Silvio e Victor Brasil, os laterais Denis Neves, Eltinho e Artur, os zagueiros Escudero, Jeci e William Rodrigues, os volantes Guaraci e Bottinelli, os meias Lincoln, Yago e Zé Rafael, além dos atacantes Caio Vinicius, Everton Costa, Maykon e Ruidíaz
Paradoxo
Conservar vínculo com jogadores que não funcionam está sendo prática corriqueira no Alto da Glória. Por outro lado, a manutenção de uma base qualificada, como a do time de 2011, que se notabilizou por chegar à final da Copa do Brasil, com direito a uma sonora goleada sobre o Palmeiras por 6×0 nas quartas de final, é algo não observado no lado verde da capital paranaense.
Coritiba x Palmeiras
Foto: Geraldo Bubniak/Fotoarena – Coritiba massacrou o Palmeiras, de Marcos, pela Copa do Brasil em 2011.
Esta equipe, por exemplo, que foi comandada por Marcelo Oliveira, se esfacelou em pouquíssimo tempo após o auge repentino, que se iniciou em 2011 e durou até meados de 2012. Edson Bastos; Jonas, Emerson, Pereira e Lucas Mendes; Leandro Donizete, Léo Gago, Davi e Rafinha; Marcos Aurélio e Bill. Desta formação, considerada a ideal à época, não sobrou ninguém.

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