segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Trechos do artigo de hoje (30.01) do Luiz Felipe Pondé, na Folha

                       

“(...) O fato é que grana é um potencializador da vida. Com ela você pode criar um ambiente no qual confiança, bem-estar e um forte sentimento de muitas perspectivas se abrem diante de você. Onde bons sentimentos nascem? Num final de semana prolongado em Roma ou no trânsito de oito horas para a Praia Grande? (...)”

“(...) Falta de grana mata o amor porque ele perece diante da falta de horizontes. Do sentimento de que a vida está acabada naquela fórmula pobre de ser. Num cotidiano em que a rotina é sempre a da falta de liberdade de escolha. (...)”

“(...) Você se casa com um cara que tem uma ex-mulher. Se ele der muita atenção para ela e se preocupar muito em deixá-la 'bem materialmente' mesmo depois da separação, você vai, sim, achar que ele ainda a ama. Não minta sobre isso só pra ficar bem com o marketing do bem, que deixa o mundo ainda mais cretino do que ele já é normalmente. (...)”

“(...) Imagine que seu pai deixou sua mãe por uma mulher 20 anos mais nova do que ele e que ele teve um filho com ela. (…) Agora imagine que ele nega para você uma viagem para Paris nas férias, mas faz um lindo quarto de bebê com todas as frescuras que sua nova jovem mulher pede. (...) Que tal?

“(...) Invertamos a situação. Imagine que você dedicou 40 anos da sua vida para seu filho. Imagine que agora ele é bem-sucedido profissionalmente, mas deixa você viver numa casa de repouso miserável paga com sua aposentadoria. Onde está a fronteira entre amor e grana aí? Em Roma ou Praia Grande? (...)