quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Filipe Quintas!!



As grandes corporações globais não são prioritariamente agentes econômicos. São agentes políticos, pois a principal atividade delas consiste em disputar (com bastante êxito) o controle dos meios de coerção necessários para o redesenho institucional mais conveniente aos seus interesses e valores. É a partir de políticas como o enfraquecimento de leis trabalhistas, privatização de empresas estatais e desmantelamento da previdência pública, além da propagação de um estilo de vida consumista, que as corporações conseguem sustentar seus lucros e viabilizar seus planos administrativos. Quando a grande mídia e vários políticos falam que é necessário atender ao "mercado", o que eles defendem é a subordinação material e moral da sociedade e das chances de vida de cada um a uma cúpula que faz da extrema concentração da propriedade uma arma política fundamental para continuar enriquecendo e mandando às nossas custas. Enquanto essa situação permanecer, nenhuma sociedade decente, que se alinhe a uma concepção razoável de boa vida, terá vez.