Nas próximas semanas estreia a série ZERO À ESQUERDA, que acompanha as aventuras da Facção dos Pobres de Direita Extremistas (FPDX), um trio de seguidores da ideologia bolsonarista que mistura teorias conspiratórias, patriotismo estrangeiro e religião militante.
O grupo é formado por três figuras singulares:
O CONSERVA (Varginha) — Jairumentus Jumentinus Evanjeguestus — é o mentor ideológico da facção. Não perde um vídeo conspiratório na internet e acredita firmemente que a ciência faz parte de um grande complô global. Tem certeza de que a Terra é plana e que Lula tem 7 sósias. Faz “tratamento preventivo” com cloroquina e ivermectina e usa um chapéu de alumínio para se proteger de satélites chineses. Apesar de dizer que nasceu em Varginha, na verdade veio da Zona Leste de São Paulo. Mudou-se para a cidade mineira porque acredita manter contatos regulares com alienígenas sempre que a luz do celular pisca.
O ALEMÃO (Crato) — Rango Cabo Semiolo — é o segurança da facção. Nascido no Ceará, decidiu que era descendente de germânicos e mudou-se para o Sul do país para viver entre aqueles que considera “seu povo”. Apaixonado por tudo que envolva militarismo, polícia ou qualquer símbolo de força, coleciona armas de Airsoft e sonha em participar de batalhas heroicas contra comunistas imaginários. Mede apenas 1,5 metro, mas compensa usando coturnos gigantes que o fazem parecer alto… pelo menos na própria cabeça.
A SANTA (Blumenau) — Tiadazona Obreira da Biqueira — é a líder espiritual do grupo. Insuportavelmente chata, fala gritando e sempre está pronta para subir numa caixa e fazer um culto improvisado. Mistura política, religião e espetáculo em suas pregações, muitas vezes feito numa suposta língua de anjo que ninguém entende, nem ela. Diz que sua pele morena vem das frequentes idas à praia ao Rio de Janeiro, embora garanta ser descendente de suíços e holandeses. Sobre o passado, ninguém sabe ao certo: alguns dizem que foi modelo de revista masculina; outros juram que esteve envolvida com o narcotráfico. O fato é que todos temem questionar muito porque ela fala diretamente com deus. O que é consenso é que ela encontrou Jesus durante uma temporada na cadeia e, desde então, se tornou uma fervorosa militante da causa.
O uniforme oficial da facção é simples: camiseta da seleção brasileira e uma capa formada pelas bandeiras dos Estados Unidos e de Israel. Ou seja, são "patriotas" que garantem que sua fidelidade não é com o Brasil, mas para com os Estados Unidos e Israel, a quem rogam que invadam o Brasil para libertar seu mito da cadeia.
Segundo a própria facção, tudo começou depois que os três foram presos em Brasília após acamparem diante de um quartel, cantarem hinos para pneus e pedirem intervenção militar. Foi na cadeia que o anjo do senhor disse que tinham uma missão.
Assim nasceu a FPDX: Frente dos Pobres de Direita Extremistas.
Lema do grupo: ZERO À ESQUERDA, SEMPRE!
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