Luciano Hang é crítico declarado da presença do Estado na economia.
Mas, na prática, recorreu várias vezes ao banco estatal para crescer.
Entre 1993 e 2014, o dono da Havan fechou 55 empréstimos com o BNDES, somando mais de R$ 72 milhões em valores atualizados.
Uma média de 1,6 empréstimo por ano desde a fundação da empresa.
O primeiro grande ciclo aconteceu nos anos 1990.
Na época, Hang tinha apenas uma loja, em Brusque. Depois dos empréstimos, passou a ter três.
O segundo ciclo veio anos depois.
Durante os governos de Lula e Dilma, o número de empréstimos aprovados se multiplicou e chegou a 50, no período em que a rede teve sua maior expansão.
Entre 2005 e 2014, a Havan saltou para 57 lojas, com receita declarada de R$ 2 bilhões por ano.
O empresário negou os números por anos.
Chegou a chamar a informação de fake news em vídeo.
Mas os dados vieram do próprio BNDES, via Lei de Acesso à Informação.
Hoje a Havan tem mais de 140 lojas pelo país.
A história mostra algo que muitos empresários conhecem bem.
Crescer rápido quase sempre exige capital de terceiros.
A questão nunca é se você vai usar crédito.
É como você vai usá-lo para multiplicar o negócio.
Fontes: Metrópoles — O Antagonista — BNews
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