quinta-feira, 29 de maio de 2014
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Bela Matéria! Isso explica o fracasso do meu amado CFC
Prateleira cheia
- Por Rogério Ferreira
- Atualizado em: 26 maio, 2014
Mesmo amargando a vice-lanterna do Campeonato Brasileiro, com apenas quatro pontos ganhos e nenhuma vitória conquistada, a equipe do Coritiba se dá ao luxo de manter uma quantidade significativa de jogadores “inativos” no elenco. Ao todo, são 51 atletas do grupo profissional que engordam a folha salarial a cada mês, mas que em nada contribuem com o time em campo.
Os motivos para o excesso de jogadores deixados em segundo plano são os mais variados possíveis: lesões, como a do lateral Jackson que não atua desde 15/04/2012, joias da categoria de base que não aproveitaram as oportunidades, caso dos meias Denner, Thiago Primão e Zé Rafael, promessas mal lapidadas e pouco utilizadas, como o meia Luizinho e o atacante Raphael Lucas, contratações questionadas, a exemplo da vinda de Diogo Sodré, meio-campista que se destacou no inexpressivo futebol do Catar, e um número interminável de jogadores emprestados, que não corresponderam na equipe paranaense.
Panorama
Onze jogadores que figuram na página oficial do clube na internet ainda não entraram em campo na temporada de 2014: os goleiros Rafael Martins, Tadeu, Samuel e Vaná, os laterais Reginaldo e Abner, os volantes Wanderson, Sergio Manoel e Misael, além dos meias Luizinho e Diogo Sodré.
Outros sete atletas, que também aparecem no site, disputaram menos de seis partidas até aqui. O detalhe é que alguns deles jogaram as cinco primeiras partidas do ano pelo Campeonato Paranaense, no qual o clube optou por mandar a campo uma equipe repleta de jovens jogadores. Ou seja, depois da chance que tiveram no estadual, pouco foram aproveitados na sequência. São eles: o goleiro William Menezes, os defensores Walisson e Bonfim, os laterais Diogo e Paulo Otávio, o meio campista Denner e o atacante Anderson Costa.
O alviverde paranaense ainda conta com uma lista de jogadores que sequer aparecem na aba de elenco do site oficial, treinam separadamente no centro de treinamento e ainda não encontraram destino para serem emprestados: o beque Igor Célio, os laterais Filipe Ramon, Timbó, Ivan, Rhuan, Raul Iberbia e Jackson, os volantes Djair, Ícaro, Marcos Paulo, os meias Calyson e Thiago Primão e os atacantes Alex Santos, Jonatha Fumaça, Raphael Lucas e Anderson Aquino.

Foto: Felipe Oliveira/ECBahia – 60% do salário de Lincoln, emprestado ao Bahia nesta temporada, é arcado pelo Coritiba.
Completando a relação de atletas alheios do elenco coxa branca, aparecem os jogadores emprestados e/ou que possuem algum tipo de vínculo com o clube (em alguns casos, o clube paga parte do salário): os goleiros Silvio e Victor Brasil, os laterais Denis Neves, Eltinho e Artur, os zagueiros Escudero, Jeci e William Rodrigues, os volantes Guaraci e Bottinelli, os meias Lincoln, Yago e Zé Rafael, além dos atacantes Caio Vinicius, Everton Costa, Maykon e Ruidíaz
Paradoxo
Conservar vínculo com jogadores que não funcionam está sendo prática corriqueira no Alto da Glória. Por outro lado, a manutenção de uma base qualificada, como a do time de 2011, que se notabilizou por chegar à final da Copa do Brasil, com direito a uma sonora goleada sobre o Palmeiras por 6×0 nas quartas de final, é algo não observado no lado verde da capital paranaense.

Foto: Geraldo Bubniak/Fotoarena – Coritiba massacrou o Palmeiras, de Marcos, pela Copa do Brasil em 2011.
Esta equipe, por exemplo, que foi comandada por Marcelo Oliveira, se esfacelou em pouquíssimo tempo após o auge repentino, que se iniciou em 2011 e durou até meados de 2012. Edson Bastos; Jonas, Emerson, Pereira e Lucas Mendes; Leandro Donizete, Léo Gago, Davi e Rafinha; Marcos Aurélio e Bill. Desta formação, considerada a ideal à época, não sobrou ninguém.
Assinar:
Comentários (Atom)



